Do corporativo ao patrocinável

Publicado: 19/05/2009 em MARKETING
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Uma das grandes iniciativas nas empresas dos últimos tempos é a TV corporativa.

Para quem nunca ouviu falar, TV corporativa é uma das melhores maneiras encontrada pelas empresas para preservação de sua cultura.  Através de um canal de TV exclusivo, transmitido via satélite para os setores ou lojas, esse meio ainda possiblita, de acordo com o site da SubWay Link, a realização de reuniões interativas, teleconferências, convenções, campanhas de endomarketing e lançamento de produtos, programas de integração, treinamento, motivação e incentivo.

A estrutura é praticamente a de uma emissora de TV convencional e o resultado final fica bem próximo ao das produções que assistimos diariamente na telinha. Claro que não podemos comparar os “atores” com uma Fernanda Montenegro ou um Tony Ramos. São os executivos da empresa, falando do cotidiano da companhia e, de maneira corporativa, dando uma nova cara (até mais agradável) ao propósito da empresa a ser dividido com os funcionários e colaboradores.

Em resumo, uma maneira eficaz de facilitar e estreitar a comunicação entre matriz e filiais, algo cada vez mais complicado de se obter atualmente, principalmente em grandes empresas.

Essa SubWay Link, empresa com quase 20 anos no segmento de Comunicação Corporativa, tem no seu portfólio clientes como Wal-Mart, Magazine Luiza, Pernambucanas, Multibrás (Brastemp e Consul), Tigre, e Ri Happy Brinquedos. E foi essa última empresa que me levou a escrever este artigo.

Pra quem não sabe, a Ri Happy foi a melhor empresa em que trabalhei, por inúmeros motivos. Primeiro, porque brinquedo é a coisa mais legal do mundo de se trabalhar. Depois, o ambiente lá, talvez por influência do segmento e dos sócios, é extremamente aberto à criatividade, companherismo e desenvolvimento profissional. E mesmo depois de ter saído de lá há um bom tempo, ainda tenho um carinho especial por aquela empresa.

Mas, vamos ao que interessa. Numa de minhas passeadas pelo Meio & Mensagem, caí numa notícia bastante intrigante: Cartoon terá canal nas lojas Ri Happy.

Pelo que sei e coletei em minhas pesquisas, a Ri Happy trabalha com a SubWay desde 2006 nessa ferramenta corporativa. E, creio eu, como o Dr. Ricardo não dá ponto sem nó, a tal ferramenta deve estar funcionando bem dentro do seu propósito. Tão bem que agora vai transmitir conteúdo comercial.

Após uma googleada rápida sobre a notícia, parece que o Canal Cartoon Network produzirá um conteúdo exclusivo para ser exibido nas lojas da rede (e não “cadeia”, Dr. Ricardo, eu lembro…) a partir de hoje, dia 19 de maio. E, pelo que entendi, ainda serão exibidos conteúdos comerciais, ou como diria vovô, reclames. Ou seja, de um canal corporativo, com o objetivo de unificar a língua falada pela empresa e todos os seus funcionários, a uma TV com conteúdo diferenciado, altamente segmentado e com potencial comercial (ok, excesso de rimas, sorry).

Esse caso é só um dos exemplos de como a Publicidade ainda tem muito o que mudar. O site Vitrine Publicitária publicou um artigo sobre as faculdades de publicidade e a sua falta de renovação. Concordo com o texto em partes, pois isso é reflexo do mercado. Ainda precisamos de mais gente no mercado com sede de inovação e que contamine as novas gerações que, juntamente com os professores dentro das academias, tenta fazer Projetos Experimentais criativos, mas muitas vezes sem o apoio do mercado.

Chega de chorar pelo outdoor. Como vocês podem ver, ainda há vida (e oportunidades) no mercado publicitário.

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