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Uma das maiores dificuldades que tenho enquanto professor (e acho que da maioria dos professores de PP) é a de falar sobre o organograma de uma agência. A cada semestre procuro me informar sobre o assunto, lendo as edições atualizadas dos livros sobre Publicidade e Propaganda (Armando Sant’anna, Zeca Martins etc.) e os periódicos da área, além do que me cai no colo vindo dos demais veículos.

No começo de 2009, eu já tinha soltado aqui uma a respeito das inúmeras elocubrações sobre mudanças organizacionais nas agências. Mas, lendo o Meio e Mensagem online, uma notícia me colocou em alerta a respeito do assunto: DM9DDB extingue vice-presidências. A princípio parece mais uma notícia a respeito de reestruturações devido à crise. Apesas de, ainda assim, achar que é, sim, uma das causas, o presidente da agência, Sérgio Valente diz que não. A verdadeira intenção, segundo ele, é diminuir a distância entre os níveis operacional e estratégico. Tá, vamos considerar que realmente não seja um reflexo da crise e que não seja uma ação com o intuito de enxugar a máquina. O que é dito no texto como justificativa realmente lança novas expectativas a respeito do funcionamento e organização de uma Agência de Publicidade. Em resumo, acabar com a burocracia.

Julio Andery e Rodolfo Sampaio, vice-presidentes de Criação foram os únicos a deixar a empresa nessa “oxigenação” (Duas vice-presidências de Criação? A justificativa do Sérgio Valente começa a fazer sentido). Os que permaneceram assumem diretorias recém-criadas: a vice-presidente de Mídia vai ocupar a Diretoria-Geral de Business (Uau!) e a vice-presidente de Planejamento se torna a diretora-geral de Branding.

Além disso, algumas outras cositas mudam: cada uma das três Diretorias-gerais de Atendimento têm como novo nome Diretorias-gerais de Núcleo de Clientes (sob o comando dos mesmos diretores); a aquipe de Criação e passa a ter no seu comando três tríades formadas por um Diretor de Arte, um Redator e um “profissional interativo” (o responsável por desfazer a divisão entre on e offline e dar uma cara uniforme à campanha em todos os seus meios). Alguém já tinha falado a respeito, lembram?

Enfim, eu vejo tudo isso como uma coisa positiva. Como o próprio Valente diz, diminuirá o número de “filtros de desaprovação” durante o processo. Além disso, uma ausência de mudanças e de coisas diferentes num ambiente que se produz criatividade é de se estranhar. A Publicidade, há  muito tempo, não é uma área que trabalha no esquema do “em time que se está ganhando, não se mexe.” E a cada vez que se muda o time, muita coisa boa acontece, mesmo com todo o temor em torno da idéia.

É só imaginar como deve ter sido quando o Bill Bernbach acordou um dia e disse “faça-se a Dupla de Criação.” Ou quando o Alex Periscinoto chegou na Alcântara Machado Publicidade e perguntou “já ouviram falar em Dupla de Criação?”

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