Birita Zero

Publicado: 16/03/2009 em MARKETING
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cerveja

 

Já faz um tempo que o Ministério da Saúde vem comemorando os resultados positivos da nossa Lei Seca. É nítida a redução em acidentes, apesar de a gente ainda ver uns loucos mandando ver na cerveja durante o happy hour e saindo com a chave do carro na mão.

Mas o que se mostra, é apenas um lado da história. Um fator pouco explorado pela mídia é a redução nas vendas de bebida alcoólica nos pontos de dose e o aumento dessas vendas nos estabelecimentos de auto-atendimento, como super e hipermercados. Ou seja, o cidadão maneira na birita no bar e compensa em casa. Esse segundo fato é discutível, admito, já que não sei se a pessoa vai “completar o tanque” ao chegar em casa, apesar de acreditar no aumento das compras das bebidas nos super e hipermercados. Mas é justamente sobre esses estabelecimentos de auto-atendimento que quero falar.

Antigamente, ao fazermos compras, nos deparávamos com promotoras e degustações freqüentes de bebidas alcoólicas nos corredores de bebidas. Não era muito difícil assistirmos àquelas pessoas que davam mais que três voltas pelos corredores só para tomar mais uma dosezinha e, ao final da maratona, ir ao caixa mais feliz do que entrou. Mas, há uns cinco meses, mais ou menos, durante o auge da temporada de caça com bafômetro, eu passeava pelos supermercados da vida, encontrando vez ou outra uma promotora sozinha no corredor das bebidas, desolada por ninguém querer dar nem uma bicadinha na novidade alcoólica da empresa que representava. E já faz uns dois meses que não vejo mais nenhuma do segmento. Acho que vi uma delas no corredor das bolachas e pães, há uns dez dias, com uma bandeja pendurada pelo pescoço, munida de espátula e patê, bem mais feliz por estar sendo mais assediada.

Há um comentário, que inclusive já foi noticiado há algum tempo, sobre o aumento do desemprego no segmento das empresas envolvidas com esse tipo de comércio. Bom, com a crise deixando de ser ‘uma marolinha’ (ao atravessar, finalmente, o Atlântico…) para se tornar uma belíssima onda de tsunami, é difícil agora afirmarmos se isso está ocorrendo mesmo.

Realmente, parece que houve uma mudança no hábito de consumo de bebidas entre os brasileiros. E, olha, que nem foi por proibirem campanhas com uma mulher maravilhosa de biquíni ao lado de uma garrafa de cerveja (e não bebendo), ou com um barman saindo de trás do balcão para buscar uma garrafa de vodca numa geleira com a ajuda de uma marreta.

Certeza, certeza mesmo, é que os casamentos e festas têm menos chatos e que os finais de tarde após o expediente não são mais tão happy assim. E as campanhas publicitárias de bebidas continuam.

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