Kickmarketing

Dezembro 4, 2009

Quem procura, acha

Arquivado em: BRAINSTORM, MARKETING — Lelo Brito @ 12:05 pm
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Foi publicado o Google Zeitgeist 2009, o relatório com a análise dos bilhões de termos pesquisados pelas pessoas ao redor do mundo no Google.

É um pouco extenso e cansa a maioria das pessoas que não trampam com Publicidade, Comunicação ou mais especificamente com Mídia, mas para o leigo oferece uma divertida dimensão do universo da busca por termos e palavras.

Para os iniciados em PP, uma fonte de informação e referências.

Olha só como funciona a metodologia:

“Para coletar o Zeitgeist do fim do ano de 2009, estudamos a agregação de bilhões de consultas que as pessoas digitaram no Google neste ano. Usamos dados de várias fontes, entre elas o Google Insights para pesquisa, o Google Trends e as ferramentas de dados internas. Também filtramos o que é spam e consultas repetidas para desenvolver listas que melhor reflitam ‘o espírito dos tempos’. Todas as consultas de pesquisa que estudamos são anônimas e nenhuma informação pessoal foi usada.

Exceto quando explicitado, todos esses termos de pesquisa são os mais populares de 2009 e foram classificados na ordem das consultas com o maior volume de pesquisas neste ano. Em alguns casos, listamos as consultas com as ‘maiores subidas’, o que significa que encontramos as pesquisas mais populares feitas em 2009 e, em seguida, classificamos essas pesquisas com base no aumento da popularidade delas em comparação com 2008. De modo inverso, as consultas com as ‘maiores quedas’ eram muito populares em 2008, mas perderam parte da popularidade em 2009.”

Fonte: Google Zeitgeist

Algumas coisas bem interessantes estão por lá. Por exemplo, o gráfico de procura por músicas do Michael Jackson durante o primeiro semestre de 2009, passando pelo final de junho (quando ele morreu) e logo depois:

Aliás, ainda de acordo com o estudo, Michael Jackson foi o termo mais pesquisado (entre os termos emergentes) no ano de 2009, seguido por palavras ou termos relacionados a (a-ha!!) Social Media.  Dêem uma olhada:

  1. michael jackson
  2. facebook
  3. tuenti ¹
  4. twitter
  5. sanalika ²
  6. new moon
  7. lady gaga
  8. windows 7
  9. dantri.com.vn
  10. torpedo gratis³

Aqui em Terra Brasilis, de acordo com o relatório, “os brasileiros interagem via web sobre um tripé: redes sociais (e diversão), serviços e consumo, mas essencialmente por um viés otimista.” Só pra se ter uma idéia, apesar da crise econômica e da gripe suína (no auge da danada, futebol ganhava de goleada do vírus), o brasileiro procurou com mais intensidade (novamente entre os emergentes) pelos seguintes termos:

  1. orkut
  2. youtube
  3. hotmail
  4. baixaki
  5. yahoo
  6. globo
  7. uol
  8. tradutor
  9. jogos
  10. msn

O mais legal é navegar pelas preferências dos outros países e comprará-las, por exemplo, com as nossas.

Enfim, é uma leitura que eu recomendo.

A propósito, repararam a que tipo de segmento a maioria dos primeiros colocados fazem parte?

Observações:

1. Site de relacionamento espanhol (tem páginas até em euskera!!)

2. Um jogo aí. Me perdoem a ignorância, mas tive que googlear pra saber também…

3. Rapaz! Como tem brasileiro querendo se dar bem!

Dezembro 2, 2009

Adeus, patrão!

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 7:39 am
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Quem não sabe quem é o sujeito da foto acima é porque nunca usou o Google direito.

Assim que a internet começou a disponibilizar imagens a torto e a direito, uma das primeiras que tive curiosidade de procurar foi a do Lombardi (“Aloooou, patrãoumm…”), a indefectível voz que pontuava os programas do Sílvio Santos.

Pontuava.

Acabo de ler no Twitter do Vinícius uma notícia pra lá de chata.

O Lombardi morreu.

Lacônico assim, afinal, a voz se calou.

Nunca vou me esquecer do mistério que pairava em torno da voz do Lombardi (sim, a voz era praticamente um ser com vida própria que as pessoas se esqueciam pertencer a alguém). A misteriosa voz que marcava a cadência do programa, servia de escada para as piadinhas do Sílvio, dizia os nomes dos vencedores dos concursos, ‘cantava’ de hora em hora os números da Telesena etc., sem nunca dar as caras.

Quando eu era moleque, juro, cheguei a pensar que o Lombardi não existia! Não me lembro muito bem da teoria, mas era bastante plausível para a minha idade.

Mas eu cresci, o Lombardi envelheceu, sua voz foi perdendo a potência e ele foi ‘aparecendo’ mais.

Mas ele nunca deixou de ser ‘o’ locutor do Silvio.

Adeus, Lombardi. A Telesena nunca mais será a mesma sem você.

Dezembro 1, 2009

O lado B da social media

Arquivado em: BRAINSTORM, PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 9:38 pm
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Nem tudo é perfeito. A nova paixão deste blog tem seus defeitos (fuck!).

Enfim, o ilustrador Patrick Moberg mostrou a sua bem-humorada (e nada publicitária) visão sobre as mídias sociais.

Vale a pena conferir. Aliás, o site todo.

Fonte: NSN

Para quem ainda não botou fé…

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 8:54 am
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Tem gente que ainda torce o nariz quando ouve algum papo sobre Social Media, ou Mídia Social. Pior: tem aluno meu que acha besteira.

Enfim, para aqueles que ainda não botaram uma fé no poder das mídias sociais, fiz questão de traduzir (não sou profissional, por isso fiz algumas adaptações mais ou menos…) um artigo do AdAge, que introduz um vídeo. Para aqueles que estão com o inglês razoável, vale a pena assistir.

Detalhe: é preciso assinar a newsletter para ter acesso. O formulário é um pouco chatinho de preencher, mas dá tudo certo no final.

E agora, o artigo…

Mídias Sociais ‘levantam’ marketing de resorts de ski

NOVA IORQUE (AdAge.com) — As mídias sociais têm desempenhado um papel importante na tomada de decisão dos consumidores que sustentam os resorts de ski. Como resultado, uma das maiores companhias americanas do segmento — a Vail Resorts — abandonou suas antigas estratégias e práticas de publicidade. No lugar delas, a corporação que fatura 1 bilhão de dólares ao ano operando cinco importantes resorts e 20 hotéis, resolveu montar uma nova agência de marketing interna, que usa mídias sociais e outros pontos de encontro digitais para atrair fãs do ski em tempo real.No vídeo de nove minutos, o CEO Rob Katz explica as impressionantes mudanças.”

O vídeo nos mostra um CEO que realmente acredita no poder das mídias sociais e entende do que tá falando.

Não é à toa que a Vail fatura 1 bi por ano.

Novembro 28, 2009

Trouxa tem em qualquer parte

Depois de uns tempos afastado, este blog volta à ativa…

Durante toda esta última semana rolou a Semana Sant’A de Comunicação na UniSant’Anna.

Quinta-feira, especialmente, foi um dia bem bacana. Após a exibição do excelente Sonho Tcheco (2005) houve um debate em torno do tema do filme e do que chamamos de propagandas fantasmas.

Para quem não assistiu, Sonho Tcheco é um inusitado TCC de dois alunos de cinema. O tema gira em torno da inauguração de um hipermercado fictício numa República Tcheca às vésperas de se decidir, através de plebiscito, se ingressa ou não na União Européia. Repito: um hipermercado fictício.

Durante uma hora e dez minutos (o filme dura 1h16), assistimos aos dois estudantes mobilizando uma verdadeira massa de profissionais de comunicação para realizar a publicidade de lançamento do Sonho Tcheco, um hipermercado cujos produtos são de primeira linha e os preços são absurdamente competitivos.

Vale ressaltar que o filme se passa num país que saiu de um regime socialista há pouco tempo. Seus habitantes, depois de décadas condenados a passar horas em filas para fazer parcas (e caras) compras, após a queda do regime se vêem diante de uma variedade infinita de produtos, marcas, variedades, preços e condições de pagamento mais atraentes. Eis que surge o Sonho Tcheco, com tudo isso e muito mais.

Do começo ao fim, os momentos se revezam entre o hilário e a agonia. Realmente é divertido assistir àqueles dois malucos usando dinheiro público (isso mesmo!) para produzir a campanha e o filme, ao mesmo tempo em que é triste ver a reação de todos no dia da inauguração: velhinhos, crianças, pais de família.

Pra quem odeia (ou inveja) os publicitários, mais alguns argumentos facilmente rebatíveis. Para os estudantes de Publicidade e Propaganda, um alerta e uma lição.

Vale a pena conferir.

Setembro 4, 2009

Stupid White Men

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 12:24 pm
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O tempo passa e o norteamericano continua com suas obtusidades. Bom, atire a primeira pedra aquele povo que não tem das suas.

Nesta semana o que bombou de notas, comentários, tuitadas e notícias a respeito da “campanha” da WWF feita pela DM9! E tudo porque, uma das campanhas mais bacanas de Propaganda Social que vi cutucou forte alguém.

Tá legal, o 11/09 não é das melhores lembranças para os EUA, mas isso não quer dizer não se possa fazer qualquer referência que não seja lamuriosa. O caso é que a DDB Brasil fez uma campanha para apresentar no One Show e foi premiada. Pronto. Foi o suficiente para cada verdadeiro patriota americano de indignar e desejar que o CEO da agência morra de fome nas ruas.

Como eu disse acima, falar do 11/09 e não ser um norteamericano requer tato e cuidado. Assim que alguém que não seja um cidadão dos EUA fala algo sobre os radares da moralidade se acionam e escrutinam cada entrelinha.

Se assistirmos ao vídeo, nada demais. Mesmo!

Começa com uma reconstituição dos dois aviões que atingiram as Torres Gêmeas. Dados sobre as mortes do incidente aparecem na tela e depois… O problema, creio eu, foi na tal comparação com o Tsunami, que matou muito mais gente. Além disso, a cena final chocou até a mim. Mas, na cebecinha do apresentador do link anterior, algum fundamentalista pode se inspirar nisso…

Bom, sem mais delongas, senão vou partir para uma análise e eu não tou a fim de cansar ninguém, assistam ao vídeo, se é que já não viram num dos dezenas de sites que o reproduziram, e tirem vocês mesmos a conclusão.

Imbecilidades inúteis que gosto de compartilhar com todos – 2

Arquivado em: BRAINSTORM — Lelo Brito @ 11:08 am
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Dificuldades para achar novas soluções?

evabbq

tifi-beer

Fonte: There, I fixed it.

Setembro 3, 2009

P**rra de dúvida – 2

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 10:25 am
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Nada de novo no front

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 10:16 am
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Entrevista com Walter Longo, ou “Como falar a mesma coisa de sempre sobre coisas novas dando a entender que mudou de opinião sem ter mudado.”

Clique AQUI.

Ele já foi melhor…

Spam Eleitoral

Arquivado em: PROPAGANDA — Lelo Brito @ 10:02 am
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Votá nimim faiz parte!

Votá nimim faiz parte!

Podem apostar: um dia vamos sentir falta daqueles tempos em que, ao nos conectarmos à Internet, éramos assolados apenas vírus, spywares, spams, e-mail marketings, cavalos de tróia e outras pragas virtuais, como e-mails com Power Points de mensagens bíblicas, de amizade ou pornográficas.

A nova reforma eleitoral já está para ser aprovada pelo Senado e começará a vigorar na a próxima eleição em 2010.

A Propaganda Eleitoral, para quem não sabe, ainda só é permitida dias antes da eleição. Ou seja, uns 90 dias antes das eleições podemos notar um aumento significativo da audiência dos canais de TV por assinatura, de downloads de MP3 para serem ouvidos no trânsito, de gente caminhando pelas ruas com camisetas partidárias espalhafatosas, bandeiras, panfletos, adesivos em carros…

Agora, se os nossos ínclitos senadores permitirem, ao abrirmos o nosso MSN pela manhã, poderemos ser assombrados pela imagem do Kleber BamBam pedindo seu voto. Ou ainda, acessar qualquer outro site, será a garantia de termos que fechar uma série de popups, full banners e outros formatos de mídia online com gifs animados da Havanir, Léo Áquila ou qualquer outro candidato que descubra esse mais novo terreno fértil de propagação eleitoreira.

Já faz um tempo, os mais antenados descobriram o e-mail e entopem nossas caixas com propostas, promessas e porcarias demagógicas. Agora, continuando com a minha sanha apocalíptica acima, já tou vendo que eu vou ter que utilizar o recurso block com mais frequência no Twitter, faxinar minhas comunidades diariamente no Orkut (além de dizer ‘não’ para um monte de ‘amigos’ querendo fazer parte do meu círculo) entre outras coisas socialmedialísticas.

À propósito, já mandei um e-mail para a McAfee sugerindo que criem um filtro antipolítico.

P**rra de dúvida

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 7:33 am
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Social Media é a mais nova criança prodígio do segmento Publicidade.

Mas, que porra é Social Media? Por que caralhos ela pode ser importante para o seu planejamento? E que merda me deu para falar tanto palavrão assim?

Ontem, numa conversa pelo MSN com a minha orientada e APACA (Assessora para Assuntos Constrangedores e Afins) Sinara sobre Social Media, ela me manda um ‘btw’ seguido do link da apresentação abaixo:

Leu a apresentação inteira? Então, que porra você está esperando para investir em Social Media?

Alô, alô, Mídias!?!

Agosto 30, 2009

Puta profissão

vanessa_livro

Adoro ser um profissional de Publicidade e de Marketing. Gosto mais ainda de ser Professor dessas disciplinas.

A cada dia, descubro coisas diferentes e múltiplas possibilidades de exercer os dois ofícios. E este texto do Mundo Marketing me mostrou que tais possibilidades são infinitas. Resumindo: Vanessa de Oliveira, uma ex-garota de programa, e Reinaldo Bim Toigo, Publicitário, escreveram um livro sobre como seduzir clientes, o (duh) Seduzir Clientes.

Calma! Não estou pensando em acrescentar mais uma função ao meu currículo.

Pra quem conhece as duas funções, sabe que isso não é nenhum mistério para nenhuma delas. De fato, as ferramentas que utilizamos são bastante distintas, mas no fundo a metodologia é bem parecida, já que o objetivo é (trocadilhos à parte) a satisfação do cliente. A ideia do livro é muito boa, na carona de outras convergências do gênero (vendedores ambulantes, pipoqueiros, técnicos de vôlei etc.).

Infelizmente, ao ler os comentários sobre o texto do Mundo Marketing, vi que alguns deles eram negativos, preconceituosos e até obtusos. Me entristece ver que ainda tem muito profissional da área, que deveria ser aberto às novas experiências, falando como um burocrata. É o tipo de gente que sai de uma graduação ou pós em Comunicação ou em Marketing e enfrenta problemas de ingerência por ser um profissional by the book.

Eu ainda não comprei, mas com certeza o farei. E recomendo que todos comprem. Afinal, seduzir é uma tarefa nada fácil e ninguém melhor que alguém da profissão mais antiga do mundo para nos ensinar.

Agosto 29, 2009

Tempo tão feliz

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 10:11 pm
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NPMae

Isso sim era jornal! Até suas campanhas eram memoráveis. Uma pena que saiu de circulação.

Tempos depois, quase toda a equipe tava trabalhando no jornalismo da RedeTV!, bem quando entrei lá.

E aí, jornalistas! Que tal fazerem algo bem legal e ressucitarem o NP, hein!?

Excelente tuitada do Vinícius.

De saco cheio de ser vilão

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 5:20 pm
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Mais uma vez eu escrevo sobre algo que li lá no Blog do Crespo. Daqui a pouco ele vai começar a cobrar direitos, mas enquanto isso…

O texto em questão é do Francisco Gracioso, escrito como editorial da Revista da ESPM – edição de 15 anos. Nele, Gracioso fala sobre os ataques à classe publicitária. Nada que já não tenha sido discutido aqui no Kick, em sala de aula ou nas rodinhas de conversa entre profissionais de comunicação em geral.

O trecho que me chamou realmente a atenção foi sobre a desconfiança mútua que existe entre nós publicitários, veículos, clientes e população. Essa história da desconfiança me cutucou forte, pois é algo que vem me incomodando há tempos, que me faz soltar alguns comentários ácidos a colegas que inconsientemente atacam a classe publicitária. Mas, hoje, ao ler o texto do Francisco, reproduzido no blog do Filipe, percebi que nem aqueles que atacam a Publicidade sabem o porquê de estarem fazendo isso. Eu explico…

Houve uma época, infelizmente bem antes de eu ingressar na profissão, em que havia a tal confiança mútua, uma harmonia mesmo. Jornalistas, publicitários, empresas, veículos e cidadãos, todos falando a mesma língua e buscando os mesmos objetivos.

Mas aí, um bando de teóricos/ideólogos (t/i) começou a se infiltrar em todas essas categorias. Foi bonito, já que essa nova categoria de “seres pensantes” vestia a camisa do time que estava jogando e acrescentava um discurso pautado pela coerência e extremamente articulado. Vestiu com tanta dedicação a camisa que, por um motivo qualquer ou doloso que fosse, passou a enxergar sua classe como a que deveria dominar e reinar sobre todas as outras espécies. Cada classe tinha, agora, sua voz ecoando pelos ares, proclamando sua superioridade e, ao mesmo tempo, a inferioridade funcional das demais. Falavam e gritavam como sabiás demarcando sonoramente o seu território.

Mas um teórico/ideólogo tem um defeito que não transparece à primeira análise: o sujeito acha que sempre tem razão e que o mundo inteiro está errado por pensar diferente das suas premissas. E assim fez-se a merda. Cada um, em seu galho, não satisfeito em ‘piar’ alto sobre si e sua categoria, passou a ‘piar’ sobre o vizinho, explorando suas supostas falhas e transformando-as em defeitos com peso de crime. Tal comportamento contaminou aos outros, que passaram a repetir a melodia sem mesmo saber o porquê ou o quê estavam cantando.

Hoje, o que vemos é um cenário em que as categorias estão em decadência, brigando entre si, quando não estão querendo foder umas às outras, e de quebra um monte de baba-ovo botando pilha na briga, sem perceber que quem sairão perdendo são eles mesmos.

Já faz um tempinho que postei algo sobre tentarem achincalhar a Publicidade já no berço. Sim. Um monte de professores “bem intencionados” que pedem aos alunos um trabalho, de cunho unicamente didático-pedagógico, em que têm que questionar a outros professores (alguns publicitários) sobre o “malévolo poder da manipulação da Propaganda e da Publicidade”. O James também já falou um monte sobre isso.

Com certeza, tudo isso começou com um desses t/i que, chateadinho por algum publicitário t/i falou algo mais bacana que ele. Aí, resolveu começar a sua cruzada pelas bases. O que vemos hoje é um monte de gente saindo das faculdades achando que a Publicidade é o grande mal da humanidade. Complementando o meu post antigo, um dos meus alunos me contou que, enquanto assistia a uma aula com sua noiva no curso de Pedagogia, uma professora de Geografia fazia uma puta apologia contra os Publicitários em específico. Dizia que eles faziam com que as pessoas comprassem tudo aquilo que não queriam, que eles eram a causa de todos quererem vestir roupas bacanas de marca, gostarem de música estrangeira, fumarem cigarro (acho que ela tá um pouco desinformada…) etc. Ele assistiu à aula quieto, sem dar um pio. Depois, veio me contar, com uma ponta de frustração, que perdeu a oportunidade de falar um monte a ela.

Tempos depois, pensando com menos sangue nos olhos, me lembrei que a tal professora veio panfletando ações do sindicato dos professores, com uma conversinha sem vergonha para cima de mim, dizendo que nós Publicitários poderíamos contribuir muito com a nossa prática persuasiva. Eu, da raiva, passei à pena da moça. Ela mesma desconhecia a falha do seu discurso.

Mas, o que leva Jornalistas, Sociólogos, Pedagogos e demais classes a usarem sua influência para queimarem a Publicidade? O que fez com que tivessem tanta raiva, tanto rancor? Por que insistem no discurso “a Propaganda manipula”, mesmo quando têm acesso às provas do contrário?

Eu tenho uma teoria. Mas vou fundamentá-la daqui a alguns anos somente. Por que? Porque tenho certeza que poderei contar com a ajuda dos Jornalistas, que hoje sofrem com ataques do STF e do Governo, e de outras categorias que também sofrerão. Com certeza.

Agosto 27, 2009

Da série “Imbecilidades inúteis que gosto de compartilhar com todos”

Arquivado em: BRAINSTORM — Lelo Brito @ 9:43 am
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threeframes

Ainda não descobri a utilidade disso. Mas que é muuuuuuito legal, isso é.

Saiba mais em THREE FRAMES.

Fonte: Update or Die

Agosto 26, 2009

Mulher no volante…

Depois de um tempo exercitando meu lado zen, promovendo um exílio digital espontâneo, voltei a dar uma passeada pelos blogs amigos.

O post que encabeçava o Blog do Crespo hoje pela manhã é o retrato da piada automotiva mais antológica de todos os tempos:

Fuca de Mulher

Pois é. Como foi levantado pelo Filipe (o dono e proprietário do Blog do Crespo), hoje esse anúncio nem sairia da HD do pessoal da Criação, a não ser que fosse enviado pro Desenblog. E se fosse para outro destino, como alguma revista de circulação nacional, o CONAR estaria cheio de reclamações de feministas furiosas (redundância, eu sei…).

Mas, por que isso rola hoje e não naquela época?

Quem gosta de ler Luís Fernando Veríssimo, com certeza já leu o fantástico Analista de Bagé (em breve resenhado aqui no Kick). O psicanalista reichiano dos pampas se dizia uma pessoa moderna, ciente dos direitos das mulheres. Para ele, a mulher tinha o direito de fazer o que quisesse, mas só depois de estender as roupas.

Piadas como essa eram muito comuns na época em que foi escrita. E o engraçado é que tal época foi o auge da luta feminina pelos seus direitos e uma época em que as campanhas publicitárias começaram a adotar um tom menos machista e mais libertário.

Só para embasar a minha teoria, resolvi dar uma passeada pelo acervo eletrônico de anuários do Clube de Criação de São Paulo. Infelizmente, o primeiro é do ano de 1976, bem depois do anúncio acima, assim não sendo possível fazer uma comparação mais profunda. Mas, não tem tu, vai tu mesmo… Peguei só quatro exemplos de anúncios para revista do ano para analisarmos. Os títulos que dei nada têm a ver com os anúncios. Não custa nada avisar…

Anúncio 1: “Macho no volante”

CorrerChevrolet

Pra quem não conhece o tiozinho acima, apresento Chico Landi, uma das maiores lendas do automobilismo brasileiro. A criação do anúncio é de ninguém menos que Washington Olivetto, quando ainda trampava para a DPZ. O ano de 1976 fervilhava de rebeldia sexista, mas ainda assim a iconização do “piloto”, ou de alguém que dirigia bem, era masculina, neste caso o saudoso Chico. Carro ainda era coisa de menino, apesar dos movimentos feministas. Assim, a campanha tinha um público alvo bem segmentado. Naquela época, jamais imaginaríamos uma campanha como a do Meriva Easytronic, de 2007, que foi escancaradamente feita para meninas:

Anúncio 2: “Incomodada é a pqp”

OB

A liberdade feminina começa a dar as caras nas campanhas publicitárias. Com OB… Sim! “Os carros ainda não não para você, mocinha. Nem os cigarros, nem as novidades eletrônicas, nem um estilo de vida moderno e arrojado. Mas você pode usar aquele biquininho cavado que te deixa uma delícia durante os 30 dias do mês. Depois disso, dê uma olhada nas promoções de eletrodomésticos e peça ao seu marido para comprá-los.”

Bom, pelo menos é melhor que aquela bosta daquele comercial do Sym Abas Transparentes (é minha opinião, tá!?). Nunca me conformei com apergunta óbviamente ridícula sobre o líquido azul. O que vocês queriam? Vermelho menstruação?

Anúncio 3: “Até que as jóias os separe”

Joia_HStern

Realmente, naquela época, as mulheres eram seres monstruosos, que só ficavam com seus maridos se fossem constantemente alimentadas com ouro e pedras preciosas.  Brincadeiras à parte, o casamento já começava a ser uma instituição questionável na década de 1970, enquanto outro fenômeno passava a ter um crescimento estatístico vertiginoso: o divórcio. A aliança, que há séculos vinha sendo o símbolo de uma união eterna, que somente a morte poderia separar (como dizia Henrique VIII), foi banalizada como uma simples jóia. No frigir dos ovos, de acordo com o raciocínio da peça, somente uma jóia pode segurar uma mulher. O casamento precisa ser duradouro e, para isso, é preciso manter a mulher te amando. Assim, como a aliança é uma jóia e como as mulheres são seres insensíveis a outras coisas que não jóias, é bom você continuar comprando jóias para ela. Ou então passarás a eternidade gastando uma nota com pensões…

Anúncio 4: “A redenção”

Bombril

Alguém pode me apontar o público-alvo da peça acima? Claro! O que passa pela nossa cabeça é que o anúncio fala com a dona de casa. Atire a primeira pedra quem não pensou isso (e se estiver mentindo tenha vergonha na cara!).

É notório que a Bom Bril sempre falou com esse público. Mas, leiam a peça com atenção. Onde está escrito que é pra dona de casa, ou pra sua esposa, ou pra sua mãe?

Nessa época já tínhamos uma série de homens solteiros ou recém-divorciados que moravam sozinhos e, por razões diversas, cuidavam eles mesmos dos próprios lares. Sem vergonha nenhuma ou constrangimento em fazer a própria comida, lavar a própria roupa e passá-las etc.

Assim, o preconceito desta peça específica, com redação de Ana Clélia Quarto (isso, uma mulher!), da McCann-Erickson, está na cabeça do leitor.

Fica aqui mais uma lição do titio Lelo: a mensagem da peça é composta pela mensagem propriamente dita e pelo repertório e percepção do receptor. Uma coisinha básica que aprendemos na faculdade, mas que tem muito publicitário ruim por aí que não faz questão de lembrar.

Agosto 24, 2009

Audiência animal

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 11:50 am
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A Rede Globo, depois de promover uma verdadeira inquisição midiática, agora busca um aumento na sua audiência com um recurso até então exclusivo das suas concorrentes: a exploração de imagens violentas explícitas.
Infelizmente, poucas coisas além de desgraça, violência e nudez atraem tanto telespectadores para a frente da telinha. Como diz um amigo meu (meus amigos Jornalistas que me perdoem), para o jornal, interessa mais o homem que mordeu o cachorro que o contrário.
Mas, o bom senso pede limites.
Hoje, no SPTV assisti a uma reportagem sinistríssima: na saída de um estacionamento, dois motoristas discutiam uma pequena colisão entre seus veículos, quando um deles entra no carro e atropela o outro. Felizmente, o outro conseguiu subir no carro, que saiu em disparada, carregando e chacoalhanfo o “sortudo”. Tudo filmado por um morador de um prédio em frente ao acidente.
Na sequência da reportagem, vem a chamada do Jornal Hoje, que aproveita o gancho da história para falar de outra imagem impressionante: o atropelamento de um cavalo. Sim, as imagens são impressionantes. Num primeiro take, mostra-se dois cavalos em uma movimentada via do Rio de Janeiro. De repente, um deles começa a passear tranquilamente, quando um carro que vinha em alta velocidade o atinge. Além de impressionante, a imagem beirou o belo. Sim, eu assumo essa minha faceta humana de admirar o bizarro. O cavalo ao ser atingido, levantou vôo, girando graciosamente em sentido anti-horário, uma, duas, três vezes, até cair inerte no chão. A câmera, impressionantemente, conseguiu captar isso e acompanhar o carro ser desviado de sua rota, voar sobre a ilha que separa as pistas, pousar na contramão e parar somente na calçada. Ufa!
Assim que a exibição, com pouco mais de 5 segundos de duração, terminou, os apresentadores apareceram boquiabertos, mas comentando as imagens incansavelmente. E tome mais duas repetições das cenas. Isso porque a história seria contada em detalhes depois no JH.
Depois, o JH retribuiu a gentileza, mostrando o homem atropelado após o cavalo voador. Não é preciso nem dizer que tudo foi acompanhado de estatísticas, dados etc. e nem que as imagens foram repetidas diversas vezes. Ao final dessa importante reportagem, desenterraram a cena de atropelamento de uma vaca, de 2006 se não me engano, que voou graciosamente como seu companheiro equino.
Para suavizar, as imagens e o balanço do show do Criança Esperança (pela primeira vez sem grandes plateias). Dessa vez, atropelando, digo, subestimando minha inteligência e meu bom senso.

Agosto 20, 2009

Dica de Leitura 5 – Sanshiro Sugata

sugata

Na primeira vez que entrei num dojô de Judô, aos 7 anos, a primeira coisa que reparei (talvez por estar vazio) foi na foto de um senhor de idade que ficava ao lado de um pequeno altar, ambos pendurados na parede.

Perguntei ao professor quem era aquele “velhinho” e ele me respondeu com reverência na voz: “Este é Jigoro Kano, o criador do Judô.”

Para muitos, essa história que escolhi para introduzir meu texto pode parecer boba, mas quem conhece o Judô entenderá os seus muitos significados. Todos os dojôs que visitei têm a foto de Jigoro Kano nas suas paredes. É a mesma foto, sempre: preto e branca, Kano Sensei usando um kimono preto ornado, em posição marcial, séria. O que mais me chama a atenção na foto é a maneira como ele olha para o dojô (realmente parece que ele, apesar de ter partido há muito tempo, está lá…). Seu olhar, ao mesmo tempo que parece paternal, é duro e severo.

Assim é o Judô: suave e leve, mas ao mesmo tempo forte e perigoso.

O livro desta dica (finalmente!) conta a história da criação dessa relativamente jovem arte marcial. Numa época em que o Japão abria seus portos e cidades à cultura e comércio ocidentais, a própria cultura do país se perdia em meio a adaptações de estilos, bebidas, comidas e entretenimentos.

A sociedade passa a se comportar e vestir-se de acordo com as convenções ocidentais. Os antigos valores passam a ser considerados ultrapassados e inadequados. Assim como as duas artes marciais símbolos da cultura japonesa: o Kenjutsu e o Jujutsu.

Em meio a toda essa revolução, que levava o Japão a deixar de lado seus valores, um professor resolve se opor a esse movimento. Estudioso do Jujutsu, ele passa a aprimorar os movimentos e golpes da luta, transformando-a em algo mais profundo, mais próximo aos valores e à filosofia dos samurais. A “arte” (jutsu), nas mãos de Shogoro Yano (o personagem que representa o mestre Kano) se transformou no “caminho” (do). Um caminho que, com suavidade, levaria o Japão de volta aos tempos em que era uma grande nação, orgulhosa de sua cultura milenar.

Os outros personagens que vão se juntando a Yano durante o livro são fictícios, porém inspirados em pessoas reais, que fizeram o Judô se tornar uma arte marcial poderosa e mundial. O único que foge a essa regra é o personagem título, Sanshiro Sugata. Jovem, rebelde, sangue quente e pavio curto, Sugata, apesar de ser o único personagem 100% fictício, é o perfeito retrato do Judô. No desenrolar da estória, ele vai se tornando maduro, disciplinado e perfeito: o fiel depositário da nobre missão iniciada por Yano.

O livro é uma verdadeira lição de força, perseverança, brio e determinação, ao mesmo tempo que ensina que leveza, pureza e honra são atributos complementares e indissociáveis dos anteriores. Assim como o símbolo escolhido para representar o Kodokan (dojô fundado por Kano na vida real e por Yano no livro).

Agora, algumas curiosidades:

- Foi esse o livro que inspirou ninguém menos que Akira Kurosawa, em 1943, a rodar o seu primeiro filme, o também Sanshiro Sugata;

- Tsuneo Tomita, o autor, é filho do primeiro discípulo de Jigoro Kano;

- O temível yama-arashi não é ficção. É um golpe real, poderosíssimo e atualmente usado com muita restrição;

- O símbolo que representa o Kodokan é… Ah! Leia o livro e, depois, leia o livro escrito pelo próprio Kano Sensei, que resenharei em breve;

- O original foi editado em japonês (claro!) e só foi traduzido para o português;

- O livro não é vendido em qualquer livraria. Um dos lugares que vende é esse aqui. Se não tiver mais e se estiver interessado, passo outros caminhos das pedras. É só me escrever.

Dica de Leitura – Canto dos Livros

Essa dica de leitura é sobre uma porção de outras dicas de leitura.

O blog Canto dos Livros, comandado pelo Rodrigo Casarin, como o próprio nome sugere, fala sobre… LIVROS, claro!

O Rodrigo foi aluno do Curso de Jornalismo da UniSant’Anna e pós-graduando em jornalismo literário. Por isso, não preciso nem dizer que é alguém bem mais competente para resenhar sobre livros do que este que vos escreve.

Das quatro resenhas postadas (até agora), três são do seu antigo blog. A última, sobre o “Elogio da Madrasta”, do Vargas Llosa já dá uma amostra da evolução do texto do Rodrigo, se compararmos aos três primeiros. O que não quer dizer que as antigas não são boas, claro.

Recomendadíssimo, com força e com eco.

Agosto 13, 2009

A boa e velha guerra suja

Anteontem, no Jornal da Globo, (re)começou a velha guerra Globo X Record.

A matéria iniciou com aquele tom que só o jornalismo da Globo consegue dar aos seus textos: denúncia isenta e imparcial. Aos poucos, à medida em que os nomes “Edir Macedo” e “Igreja Universal do Reino de Deus” começam a ser pronunciados com mais frequência, o tom foi ficando mais, digamos, pessoal. Até determinado momento, o mote era pontuado pelos dois personagens anteriormente citados. De repente, no meio de um organograma (mais especificamente, no final, fechando simbologicamente um ciclo), REDE RECORD.

Nesse momento, quem ainda não tinha sacado que era um ataque à concorrente, se não sacou é porque é gringo ou tava fazendo coisa melhor do que assistir Globo naquele momento. O engraçado é que a emissora não falou nada do que não sabíamos, mas mesmo assim causou impacto. Mesmo quando mostrou cenas das reportagens requentadas sobre o bispo.

No dia seguinte, o Bom Dia Brasil e o Jornal Hoje repetiram, mas após a reportagem emendaram logo uma outra sobre o Criança Esperança…O Filipe, do Blog do Crespo matou a charada na hora. Não assisti, mas tenho certeza que no Jornal Nacional foi igualzinho, já que o Jornal da Globo de ontem deu mais uma martelada no cravo.

A resposta da Record não tardou. Um colega nosso, que trampa lá na emissora do bispo, já tinha lançado que seria às 19h50. Como estou em aula nesse horário, tive que puxar no Youtube (cujo link foi gentilmente tuitado pela gloriosa Paty).

Aliás, a resposta da Record…

Na minha modesta opinião, ficou no nível daquelas briguinhas de colegial: “Que time é o teu?” “O mesmo que te comeu!” Duh!

Enquanto a Globo descascava as falcatruas denunciadas pela Promotoria do Estado de São Paulo, com sustentação da Folha e outros veículos (inclusive de outros países), a Record ficou entoando mantras sobre a relação da Globo com o antigo Governo Militar, seu poder de distorção dos acontecimentos, sobre ela ser a grande manipuladora midiática, além de tentativas de manipular eleições. Assisti à resposta umas três vezes e não consegui identificar um argumento contundente, algo que fizesse a Rede Globo ir aos tribunais exigindo reparação.

Triste. Verdade! Eu gostaria muito mesmo de ver a Globo tomando uma surra moral, igual à que deu na Record. Eu sou louco para ver a Globo tendo possíveis segredos sujos sendo colocados na mesa. Comprovados, claro.

O que a Globo fez foi pegar uma denúncia comprovada e dar a ela tintas midiáticas, comprovando as fontes e embasando cada palavra. A Record simplesmente lançou um monte de historinhas do cancioneiro comunicacional, com um belo tratamento, diga-se de passagem, mas sem fundamento nenhum. Finalizou a “reportagem-denúncia” concluindo que o possível motivo do ataque promovido pela concorrente foi o fato de a Record ser sua principal concorrente, que vem apresentando números crescentes de audiência, com uma também crescente qualidade em suas produções (Huahuahuahuahua! Alguém já assistiu Os Mutantes?). O pior mesmo, foi quando disseram que a Globo fica cada vez mais irritada quando a Record “conquista cada vez mais audiência e FATURAMENTO“… Realmente, é muita inocência dar esse argumento ao inimigo* na própria resposta.

E, garanto, a briga vai continuar. Numa intensidade um pouco menor, mas vai. E sabe quem vai ganhar?

A internet.

* Inimigo é a palavra usada pelos evangélicos e carismáticos para nomear o Diabo.

Agosto 11, 2009

Piadinha infame

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 2:10 pm
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Mensagem inadequada não atinge o público-alvo.

Saiba mais.

Muito nerd

O Joãozinho não para

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 11:35 am
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Johnny Walker só perde na minha preferência para o Jack Daniel’s dentro da categoria whisky (eu sei, não são a mesma coisa, mas dane-se).

O que mais curto mesmo das duas bebidas são as histórias (além de bebê-las, claro). E a história do JW é simplesmente muito louca. E ela fica mais louca ainda quando contada de maneira diferente.

Foi o que vi neste vídeo produzido pela BBH de Londres. O excelente Robert Carlyle (Trainspotting, Plunket & McLeane), com seu indefectível sotaque do Reino Unido, conta, andando, a história do criador e da criatura.

Eu vou parar por aqui meus comentários. O vídeo fala por si.

Sensacional.

Chupinhado daqui.

Agosto 9, 2009

Em tempo

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 11:25 pm
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Se não fosse o Twitter e minha querida amiga Paty, teria me esquecido do remake da minissérie.

Promete…

V – A Batalha Final

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 10:40 pm
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v-finalbattle

Há 24 anos a Rede Globo exibia uma série que ficaria na lembrança eternamente de todos os maiores de 30 que conheço: V – A Batalha Final.

Há 24 anos eu ficava acordado até tarde da noite, chocado com cenas e efeitos especiais muito à frente daquele tempo, morrendo de medo dos alienígenas-lagartos que comiam engoliam ratos como se fossem maria-mole. Mas, deixemos a nostalgia de lado e vamos ao que interessa.

O TCM está reprisando desde o dia 7 de agosto a minissérie. E o que mais tem bombado nos Twitters dos meus amigos trintões são os comentários sobre. A história é mais ou menos a seguinte: alienígenas chegam à Terra cheios de boas intenções. “Queremos ajuda para salvar nosso planeta”, diziam eles, “e em troca, compartilharemos nossa tecnologia com vocês, povo apetitoso, digo, caloroso!”. Sim, a real intenção dos lagartos alienígenas era dominar nosso planeta, sumindo com nossos cientistas e líderes, usando a raça humana como alimento (os ratos eram só um tiragosto), escravos e soldados para colonização de outros planetas. Alguns humanos percebem que há algo de errado com os répteis disfarçados (eles usavam um disfarce para se parecerem conosco) e resolvem tratar o assunto ao melhor estilo americano: no braço!

Mas terão muito trabalho, já que os alienígenas impõem um regime ditatorial à Terra, com a conivência de um monte de seres humanos.

Repito, até a minissérie terminar eu me borrei todo. Não é pra menos.

Os efeitos especiais, como disse antes, eram muito, mas muito mesmo, à frente do nosso tempo na época. E era numa série de TV, não no cinema, em que os efeitos eram mais comuns. Os “visitantes” usam uniformes modernosos, vermelhos, combinando com óculos escuros bem fashion pra época, e fazem uma tremenda propaganda institucional, como quando colam cartazes pelas cidades com os mesmos sorrindo e acenando, acompanhado de dizeres amistosos. Tudo isso, comandados pela sensual (pelo menos até ela engolir um rato) comandante Diana.

Os extraterrestres se utilizavam de símbolos para se comunicar com os terráqueos, bem parecidos com o alfabeto cirílico (russo). Aliás, se repararem bem, o símbolo no uniforme lembra um outro símbolo que aterrorizou o mundo na década de 1940. Dá uma reparada:

v-finalbattle_a

Lá nos EUA, a minissérie foi exibida em duas partes: “V”, em 1983, e “V – The Final Battle”, em 1984. Como eu já disse, a minissérie foi exibida pela primeira vez aqui no Brasil pela Rede Globo, em 1985, com o excelente título traduzido (o que é uma raridade) “V – A Batalha Final”. Em 1985, a TV americana produziu e exibiu (não me perguntem a emissora…) “V – The Series”, um seriado com episódios semanais, com histórias paralelas às dos acontecimentos da minissérie. Em 1988, o SBT exibiu o seriado com o espetacularmente imbecil nome “Os Extraterrestres no Planeta Terra”. Uma judiação…

Em 2006 rolou um boato sobre uma continuação da minissérie/seriado, chamada “V – The Second Generation”, que estrearia em 2007. Eu, sinceramente, andei tão por fora de cinema e TV nos últimos dois anos, que não vi nada a respeito. Mas, fuçando o Youtube, descobri isso:

Circunstancial. Parece que tem um livro com o mesmo título. Por isso, acho que a história do filme é lenda.

Enfim, recomendo com força e com eco essa minissérie, que está sendo reprisada no TCM. Mais informações no site do TCM. Fiquem agora com uma palhinha da bagaça:

The Unit – a série

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 7:04 pm
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Para quem não conhece, uma palhinha da série que foi baseada na Dica de Leitura 4.

Faz parte do meu top 10 de seriados.

Dica de Leitura 4 – Força Delta

Escrito por Eric L. Haney, Força Delta conta como foi criada a unidade (nem tanto) secreta de contraterrorismo do Exército americano. Haney, um sargento dos Rangers, foi um dos fundadores da força de elite, depois de algum tempo em outras unidades também de elite.

A Força Delta, ou 1º Destacamento Operacional das Forças Especiais D, foi criada pela necessidade de os EUA lidarem de maneira mais cirúrgica com um mal que deixava os americanos cada vez mais preocupados pelo seu crescimento acelerado: o terrorismo. Assim, em 21 de novembro de 1977 a Força Delta fixa endereço em Fort Bragg, Carolina do Norte, e passa a dar treinamento especializado a militares selecionados a dedo dentro das fileiras do Exército.

Uma das coisas mais interessantes do livro é saber que, diferente do que é mostrado no cinema, a Força não tem em seus quadros aquelas figuras com corte de cabelo escovinha, queixo quadrado, cara de mau e físico de míster universo. São militares que devem ter todas as características que não os denuncie como militares. É um paradoxo, pois o treinamento é árduo e exaustivo. E por que isso? Como as missões são secretas, na maioria delas os militares seguem incógnitos nos locais, geralmente no Oriente Médio. E como ela foi criada bem no auge da Guerra Fria, algumas das missões também rolavam no Leste Europeu, já que corriam boatos sobre a relação promíscua entre a URSS e os terroristas árabes-palestinos (assunto amplamente explorado em A Hora da Vingança, resenhado anteriormente).

Aliás, as primeiras missões são a tônica do livro, juntamente com o treinamento inusitado.

Informação adicional: o livro deu origem à série The Unit, que passava no canal Fox aqui no Brasil. Sim, a 3ªtemporada já rolou e a emissora nem quis saber.

Para quem gosta do assunto, um livro imperdível. Para quem não curte, uma leitura diferente, pelo menos para ampliar os horizontes.

Agosto 6, 2009

Ozzy Osbourne apresenta o novo Samsung Solstice

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 9:30 am
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Da Leo Burnett de Chicago.

Fonte: Update or Die

Quebrando uma promessa

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 9:14 am

Quando criei o Kickmarketing, pensei em escrever algo que não tivesse nada a ver com minha opinião sobre outro assunto que não fosse Comunicação ou Marketing. Pra isso, eu tenho outro blog (que por um acaso está bem sedentário ultimamente).

Mas, ao ouvir ontem o pronunciamento do presidente do Senado, o sr. José Sarney, comecei a repensar esse dogma genérico ao qual me impus. E não foram só as palavras gaguejadas do senador que me fizeram pensar. Por uma razão que desconheço, comecei a pensar em como os meus contatos e amigos reagiriam àquelas palavras. Os petistas de plantão vão dizer que é modinha gritar “Fora Sarney” e que o PSDB também tem seus pecados. Os peessedebistas vão gritar que o PT se alia à escória da política, coisa e tal.

Independente do que eles pensam, continuam sendo meus amigos. Mas é esse um dos pontos que me fez virar um apartidário fervoroso. Não apolítico, pois não sou dado à alienação. Só apartidário. Não consigo enxergar um partido como salvação e nenhuma ideologia pregada por eles tem 100% da minha simpatia. Infelizmente, aqui no Brasil (e em um monte de outros países), o conceito de partido é completamente deturpado.

Partido = Clube/Gangue.

Sim, é isso mesmo. Sinto que serei achincalhado pela minha declaração, mas é o que penso. Só para explicar melhor meu raciocínio, vamos pegar como exemplo o que tá rolando lá no Senado.

O PMDB é um notório aliado do PT no governo. Não me importa o porquê. Se foi pela farta distribuição de cargos e ministérios ou se foi porque o Lula se apaixonou pelos lindos olhos azuis do Sarney, foda-se. Como aliados, jamais veremos um cenário em que um lavará as mãos quando o outro estiver sendo julgado. O PSDB critica o PT por ser conivente com as falcatruas generalizadas e desce o cacete no PMDB por ser o partido responsável pela maioria delas.

Mas alguém se lembra de onde veio o PSDB? Pois é. Um racha “ideológico” dentro do PMDB fez com que figuraças saíssem e fundassem o partido atual opositor do governo. Por sua vez, o PMDB veio do MDB, opositor ao partido do governo militar, o Arena. Do MDB, surgiram também um monte de outros partidos que a gente vê por aí apoiando ou se opondo ao governo. Do Arena, surge o Democratas (que a Marta adora chamar de “Demo”), antigo PFL, mas que atualmente vemos abrigar algumas figurinhas do MDB também.

Ou seja, vem todo mundo do mesmo saco.

Após a eleição que tirou os militares do poder, havia realmente uma necessidade de reformas, de mudanças, de evolução. Sem entrar no mérito daqueles que promoveram essa transição, alguns que lá estavam não tinham intenções muito nobres. Com os anos, aqueles que encabeçaram essa nova fase da democracia brasileira, foram sendo substituídos por aqueles que estavam no segundo escalão. E foi aí que o troço degringolou.

Hoje, o que vemos é uma guerrinha particular, à margem da população geral, em que um partido é acusado e, para se defender, acusa o outro de volta. Abre-se uma CPI, com a mesa que a preside escolhida através de acordos entre as partes e fica tudo por isso mesmo. O corporativismo está bem mais enraizado do que a imprensa tem mostrado através do show que se tornou a crise no Senado.

Infelizmente, os protagonistas desse show são atores que são eleitos por nós, para nos representarem, mas ao chegarem lá, no poder, legislam e governam em causa própria. E nenhum projeto que se faça, eu disse nenhum, está efetivamente sendo benéfico à população. Bolsas esmolas que fazem com que o caboclo coma além do jantar, o almoço, não o fazem sair da condição de subnutrido ou analfabeto. Temos um caboclo menos subnutrido e semianalfabeto, morando, não num barraco, mas numa casinha do mesmo tamanho, um pouco melhor. No mesmo lugar do barraco.

E a galera lá no Planalto continua se acusando, brigando, culpando a imprensa. Às 18h, levantm-se de suas cadeiras, pegam seus carros oficiais e vão para suas casas funcionais (bem maiores que as casinhas dos caboclos que votaram nesles). O jantar estará pronto, servido e farto, acompanhado de um vinho que não brigue com o sabor da comida.

Repito: sei que serei xingado, zoado. Vou escutar um monte. Quer saber? Sem crise.

Essa é a minha opinião. Até aparecer alguém (não um partido) que me mostre através de atos, não de palavras, que tudo pode ser diferente. Não vou nem responder aos comentários (se rolarem). Nem se me chamarem de ‘Alice’, ‘Poliana’, sonhador, alienado etc. Todo mundo tem o direito de pensar como quiser. Só não têm o direito de quererem que eu pense como todo mundo.

Desculpe, galera.

Agosto 5, 2009

Novidades obscuras

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 10:57 am
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Mais um “Frêise Búqui” e outra campanha ecológica em Dark Adverside.

Julho 31, 2009

Dica de Leitura 3 – A Grande Arte

Arquivado em: LETRERIA — Lelo Brito @ 12:40 am
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Tá aí um dos livros que me inspirou na adolescência.

Pode parecer loucura, mas li Rubem Fonseca pela primeira vez aos 17 anos. Digo isso, pois nenhum dos meus alunos dos últimos primeiros semestres tinha ouvido falar nele. Justo ele.

Rubem Fonseca tem um estilo literário complexo, ao mesmo tempo professoral. A escrita dele é impecável, com um português que dá gosto de ler. Correto, direto e contundente.

E é assim que é contada a misteriosa estória em que o protagonista Mandrake, um advogado criminalista, se envolve. Uma fita VHS, prostitutas assasinadas, personagens estranhíssimos. Mandrake passeia por diversas localidades, sempre amarrado por esses detalhes, sofrendo atentados, perseguindo bandidos e buscando a solução para mistérios que, por sua vez, são unidos pela arte do Percor (perfurar e cortar) e seus praticantes.

O livro alterna sua velocidade da intensamente alucinante para a letárgica introspectiva, sem nunca cansar o leitor, que a cada página anseia por mais detalhes da trama e dos seus personagens. O livro tem um final surpreendente, apesar de a gente pegar muitos detalhes no decorrer da história, que acabam deixando um gostinho de “eu já sabia”.

Mandrake é um show à parte. Sempre achei que eu tinha muito em comum com ele, mas depois dos 30 descobri que quase todo mundo tem. Mas, mesmo depois dessa conclusão, continuo me identificando muito com o personagem em muitos aspectos.

Aliás, em 2005 a HBO Brasil produziu e exibiu uma série homônima, cujo protagonista é o advogado d’A Grande Arte. Foram duas temporadas,se não me engano e, apesar de não gostar do Marcos Palmeira como ator, até que ele se saiu bem.

A Grande Arte, bem como toda a obra do Rubem Fonseca, é uma leitura obrigatória para quem quer escrever bem. Aliás, é o tipo de escritor que facilita seguir a velha máxima que diz que, para se escrever bem, é preciso ler muito.

Julho 29, 2009

Eu já fazia… digo… já sabia – 2

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 11:39 pm
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Já tinha dado o toque.

Agora é oficial!

Apóio com força e com eco a campanha Xixi no Banho (by F/Nazca)!

Dica do Filipe.

iPhone “Não tem preço”

Arquivado em: MARKETING — Lelo Brito @ 10:50 am
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priceless_picks_iphone

O Ad Age publicou anteontem uma nota que deixou este geek de plantão agulhado: um novo aplicativo para o iPhone. Da MasterCard.

Até aí, tudo bem. Vocês vão me dizer que é a tal da convergência que eu mesmo venho anunciando apocalipticamente em minhas aulas. Mas o tal aplicativo tem como tema (ou a tentativa de) a campanha “Priceless”, ou como aqui no Brasil ficou conhecida, “Não tem preço”.

De acordo com a reportagem, o aplicativo nada tem a ver com a campanha propriamente dita. Para quem não se lembra, a “Não tem preço” é bastante emotiva, humorada também. Conta pequenas histórias sobre como as pessoas superam dificuldades e, no final, são felizes. Se dar bem, não tem preço.

E, pelo que entendi, esse aplicativo vai ajudar outros a se darem bem também com dicas que você carregará no sistema do aplicativo. Complicado? Pois é. Na prática, deve ser assim:

Você, usuário de iPhone, baixa o aplicativo no seu aparelho pela App Store. Já com o aplicativo executando, você carrega no sistema “Priceless”, que se articula com um sistema GPS, os endereços das dicas “priceless” que você encontrou, por exemplo, uma liquidação imperdível de corujas de cristal na Macy’s, ou três edições originais em LP no plástico do Can Your Pussy Do The Dog num sebo obscuro da periferia. Além dos endereços e do título da dica, parece que se pode colocar a descrição. A interface é essa:

pricelesspicks-b

Pelo jeito, a intenção aqui é bem mais comercial, diferente da campanha de quase 12 anos que circula por aí. Mais um exemplo que o institucional e a publicidade, seja ela de produto ou serviço, podem ser complementares. E, claro, tudo com Master Card.

Ainda por cima, utilizando novas ferramentas e tecnologias.

Saiba mais:

www.priceless.com

www.adage.com

Julho 28, 2009

Dica de leitura 2 – A Hora da Vingança

As Olimpíadas de Munique, em 1972, eram para ser conhecidas como as Olimpíadas da Paz.

Mas, em uma noite na vila olímpica, terroristas do Setembro Negro invadem os dormitórios dos atletas israelenses e os sequestram. O desfecho foi um dos episódios mais marcantes e tenebrosos do terrorismo moderno, que inclusive, segundo especialistas, colocou a causa palestina sob os holofotes.

Mas pouco se falou, durante um bom tempo, sobre a retaliação promovida por Israel às mortes de seus atletas naquele episódio fatídico. E é disso que fala a minha segunda dica no Letreria: A Hora da Vingança, de George Jonas. Esse livro inspirou Steven Spielberg ao filmar Munique e, antes dele, uma produção para a TV chamada Sword of Gideon.

Tanto o filme de Spielberg quanto o livro de George Jonas foram duramente criticados pela comunidade judaica, por proporem o que podemos chamar de “equivalência moral”, ou seja, palestinos e israelenses estão certos e errados, e ambos têm os seus motivos para fazerem o que fazem.

Mas, voltando ao livro em si, A Hora da Vingança conta como supostamente foi a ação de um grupo de extermínio, cujos elementos eram todos egressos da Mossad, cujo objetivo era eliminar 11 líderes terroristas (um para cada atleta israelense morto no episódio de Munique) espalhados pela Europa.

No desenrolar da estória, num mundo assombrado pela Guerra Fria e sua bipolaridade, a equipe passa a agir de maneira cada vez mais autônoma, sem deixar o foco da missão de lado, mas causando efeitos colaterais imprevisíveis.

Um dos pontos criticados no livro (e no filme Munique também) é a maneira como Avner, o líder do esquadrão de morte, é retratado. Muitos membros das forças de defesa israelenses discordam que ao realizar aquele tipo de missão, um agente israelense pudesse passar por crises existenciais e arrependimentos.

A quem se interessar, sugiro que leia (ao mesmo tempo ou depois, tanto faz) também Contra Ataque, de Aaron Klein. Esse livro foi escrito como um contraponto ao livro de Jonas. Klein é oficial israelense (provavelmente Mossad também) e foi um dos mais duros críticos ao Hora da Vingança. Vale a pena também dar uma sapeada complementar no documentário ganhador de um Oscar Um Dia em Setembro, para entender um pouco melhor o que aconteceu.

Tanto os dois livros, quanto os dois filmes são excelente para quem gosta de história e causos de guerra e espionagem, principalmente sobre o conflito árabe-israelense. Além de ajudarem a dissipar alguns conceitos equivocados.

Tu tá tuitando?

Arquivado em: MARKETING — Lelo Brito @ 9:45 pm
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twiter101

“Tu tá tuitando?” foi a pergunta trocadalha que fiz a um grande amigo a respeito da nova febre internética entre os geeks.

Eu já criei a minha conta no Twiter, mas pouco uso. Imperdoável.

Alguns dos blogs que acompanho já têm sua versão ‘tuítica’, ou seus escritores mantêm uma conta paralela ao blog. Ontem o Nerds Somos Nozes oficializou a existência do seu Twiter. Sexta passada foi o Vinícius, do Com Fel e Limão. Inclusive, foi com ele que expus a minha dificuldade em escrecver apenas 140 caracteres. Justo eu, que tenho logorréia verborrágica crônica.

Mas, independente da minha dificuldade de usar a ferramenta ser igual à dificuldade que tenho de me acostumar à linguiça sem trema, o Twiter já é considerado uma poderosa ferramenta corporativa. Assim, o próprio microblog criou um guia para empresas se utilizarem melhor da ferramenta: o Twiter 101. É bem bacana. Têm alguns estudos de caso (Dell e Pepsi, por exemplo), dicas e até uma apresentação em .pdf.

Se alguém ainda duvidava da importância da ferramenta, é melhor rever seus conceitos. Eu mesmo já estou dando uma papirada pra ver se aprendo.

Raptado daqui.

Julho 27, 2009

Dica de Leitura 1 – A Besta

Vou inaugurar o Letreria com o último livro que li. Na verdade, acabei anteontem de lê-lo.

Tomando um café na Livraria Nobel em Ribeirão Pires, acompanhado da patroa, minha herdeira e os padrinhos dela, comecei a fuçar os lançamentos. De repente, um título me chamou a atenção: A Besta.

Tem gente que vai falar que foi uma espécie de identificação, mas não. Alguma coisa no livro me dizia que iria ser uma puta viagem de se ler.

Escrito pelo jornalista Anders Roslund e pelo ex-criminoso (!!!) Börge Hellström, esse romance sueco editado aqui no Brasil pela Editora Planeta é uma montanha russa daquelas que só se vê no Bush Gardens. Ao terminar o livro (e quase todos os capítulos dele) senti que minhas tripas demorariam a voltar ao lugar.

Numa narrativa que mistura primeira e terceira pessoas, o livro conta o caso de um assassino/estuprador de crianças que escapa da prisão e continua sua trilha doentia. O pai de uma das vítimas resolve fazer justiça com as próprias mãos, criando uma bola de neve que desce a ribanceira vertiginosamente, cada vez maior, enquanto dois policiais fazem malabarismos para acompanhar os acontecimentos e desvendá-los.

O livro é frenético, intenso assustador e, em muitos momentos, até enjoativo. Mas vale cada página lida. Um livro que é leitura obrigatória para quem gosta de histórias policiais, mas que está de saco cheio das mesmas tramas.

Aviso aos navegantes: o livro assusta mesmo. Vou deixar um petisquinho pra vocês:

“- Duas meninas, nove anos. Ele as amarrou, masturbou-se em cima delas, estuprou-as, cortou-as. Exatamente como já fizera antes. (…) O médico-legista disse que elas ainda estavam vivas quando foram dilaceradas, com objetos de metal na xoxota e no ânus. Eu não acredito.”

Como eu disse, não é uma leitura leve. Se tiver estômago, vale a pena encarar.

Julho 26, 2009

Dicas de Leitura

Arquivado em: LETRERIA — Lelo Brito @ 11:36 pm
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Meu bom amigo Rodrigo Motta é uma pessoa pra lá de culta.Nosso mestre, o Max, até o chama carinhosamente de “Cabeção”, devido a sua grande inteligência.

Entre outros predicados, o Motta inaugurou no seu círculo de amizades uma série de e-mails denominados Dica de Leitura. No seu blog, o A Guerra do Fim do Mundo, ele transcreve esses e-mails, falando sobre livros que leu e sobre sua importância na sua formação.

Inspirado por ele, e ciente que esse blog é lido por muitos estudantes, resolvi seguir seu exemplo e trazer à tona alguns dos livros que são responsáveis pela minha (de)formação. Alguns deles o Motta já escreveu sobre, assim, sugiro que consultem as dicas dele também.

Ultimamente tenho lido muitos livros sobre Comunicação, Publicidade e Propaganda, Marketing e infantis (sou pai, porra!). Mas colocarei aqui, também, livros sobre outros temas, senão fica chato demais.

Assim, declaro inaugurada a categoria Letreria, um tapão na nuca para estimular você a ler.

Espero que esses posts que em breve publicarei sejam de alguma valia.

Julho 22, 2009

Subliminar my ass 2: eu tenho

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 9:45 pm

Sabe o vídeo abaixo que foi tirado do ar?

Eu tenho.

Quer saber mais?

kickmarketing@hotmail.com

Subliminar my ass

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 11:21 am
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Um comercial fake da Sprite causou o maior rebuliço na Alemanha.

Leia mais aqui.

Vida de Publicitário (versão uncuted)

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 10:54 am
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Até que enfim, uma versão concretizada (e decente) das nossas agruras.

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Clique na imagem e conheça um pouco mais sobre os desejos e necessidades dos Publicitários.

Dica do AAIG Wesley.

Julho 21, 2009

Propaganda Norte-coreana descongela Guerra Fria

O NSN nessa semana publicou um artigo de altíssimo interesse pessoal deste que vos escreve: Propaganda e Guerra Fria.

A dica foi da blogueira Daiane Santana, do Vivo Verde, que viu no The Inquisitr. E eu, bebi de todas as fontes anteriores.

De qualquer maneira, achei bem legal, já que a Propaganda Comunista, depois da queda do Muro de Berlin, ficou restrita às batidas camisetas do Che Guevara. E essa sequência encontrada pelo pessoal do Inquisitr, repassada pela Vivo Verde ao povo do NSN (ufa!) dá uma amostrinha do que está por vir do que eu chamo do descongelamento da Guerra Fria. Mas essa nova Guerra Fria, se rolar mesmo, será um pouco diferente da anterior. Há novos atores em cena, como Irã e Coréia do Norte. Além disso, será uma Guerra Fria (como eu disse antes, se rolar) com conflitos armados paralelos mais constantes, desta vez protagonizados quase que exclusivamente pelos palestinos e simpatizantes contra Israel e ocidente (leia-se EUA). Nada de muito novo…

Mas, voltando à Propaganda Norte-coreana, as peças chagam a ser até inocentes aos olhos ocidentais, acostumados a Hollywood e seus efeitos especiais e à internet livre, cujo maior obstáculo, na pior das hipóteses, pode ser o Speedy. Dá uma olhada:

north-korean-art-4[4]

Se fosse aqui, diria que é coisa de algum adolescente que acabou de assistir ao Diários de Motocicleta, ou que assistiu a alguma palestra na UNE. MAs levando-se em consideração o fato de que o povo lá vive completamente isolado de todas as referências artístico-culturais do Ocidente, dá até pra relevar.

São imagens até engraçadas, mas que lidas no contexto dos acontecimentos que envolvem o país e seu miniditador são bem sérias. Até então, só os países do Oriente Médio faziam ameaças desse nipe. Uma delas até se concretizou em 11/09/2001. Aliás, as imagens dizem exatamente que o país deseja fazer o mesmo que a Al Qaeda fez com os EUA naquele ano.

O site americano que lançou primeiro minimalizou o fato como se os norte-coreanos considerassem os americanos fracos. Por mais inocentes que sejam, duvido que tenha sido essa a intenção. Apenas uma das fotos aparenta mostrar isso. Outras duas (uma delas acima), mostram símbolos americanos sendo destruídos. Já a última mostra soldados americanos (com uniformes da 2ª Guerra Mundial?!) ameaçando jogar um bebê norte-coreano num poço, enquanto a mãe aflita suplica piedade. Reparem na cobertura estilo soviética do militar à esquerda da imagem. Realmente, intrigante. Essa é só para demonizar o país ocidental.

Para ver as outras imagens, clique aqui ou aqui. Deixo vocês com a mais desconcertante delas:

north-korean-art-1[3]

Julho 16, 2009

Desenblog my ass

Gosto muito das “campanhas” veiculadas no Desenblog, mas num dos meus passeios pelo blog do Ranzinza me deparei com um post que matou qualquer resquício de humor do blog do Desencannes.

BabyShave

Não sei como o James chegou lá, mas a figura acima é de um post do Retro Comedy sobre as mais bizarras campanhas publicitárias antigas. Essa aí em cima parece mais teaser para “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O meu favorito é o de baixo:

GunFamilyRealmente, dependendo do teor alcoólico no dia da festa, com certeza o Natal será memorável.

E como eu estou com uma preguiça temenda em pensar em coisas para postar, vou mais uma vez me apropriar do blog do Ranzinza. O post mais recente do James é sobre uma pesquisa realizada pela paulista GFK sobre a classe profissional mais confiável. Esse tipo de estudo é antigo. Num dos cursos que a empresa pagou para os membros da Coordenação, um dos palestrantes dissertou sobre a imagem dos bombeiros (profissão mais confiável no Brasil e no mundo segundo a GFK). Um estudo desenvolvido há alguns anos pesquisou sobre a imagem positiva e negativa de certos produtos e profissões. O objetivo era provar que por mais que uma marca ou profissão tivesse uma boa imagem, havia sempre algo de negativo em sua imagem. No caso dos bombeiros, nada de negativo.

Mas, enfim, no estudo feito pela GFK, amplamente explorado pelo Jornal Hoje, houve a confirmação da história dos bombeiros, aqui no Brasil seguidos pelos carteiros, médicos, professores (iiiii-ha!) e jornalistas. No mundo em geral, os bombeiros lideram, seguidos por professores (iiiiiiiiiiiiiiiii-haaaaa!!!), carteiros, médicos, militares do Exército (hurra!), religiosos e ONGs. O bicho começa a pegar quando a repórter, logo após um doloroso “grande maioria”, começa a listar os menos confiáveis aqui no Brasil, encabeçados pelos políticos (por que eu não estranhei?), executivos de bancos, policiais, sindicalistas (iiiiiii-haaa!!) e funcionários públicos. No mundo, políticos mais uma vez ganham a contenda pelo posto de menos confiável, segiodos por nós Publicitários, diretores de grandes empresas, executivos de bancos e profissionais de Marketing.

Frase do James, que também é Publicitário: “Pior que eu só os políticos…”

Julho 14, 2009

Mais realista que o rei

Os caras da minha geração e os das gerações anteriores sonham há um tempão com a convergência do mundo real e virtual. O Pierre Lévy explora incansavelmente o assunto. Os irmãos Wachowski fizeram a trilogia mais celebrada do cinema, em que o real e o virtual se fundem de maneiras inimagináveis.

Ultimamente têm pipocado um montão de novidades que dão uma dica da proximidade desse nosso sonho se tornar realidade. Uma delas é a ‘Realidade Misturada’, ou sua versão mais conhecida, ‘Realidade Aumentada’. Confesso que não conhecia muito bem sobre o assunto, mas o meu novo Acessor para Assuntos que Interessam a Geeks (AAIG) me atualizou em alguns minutos. Claro, se eu desse uma googleada eu conseguiria também, mas nada como ter um orientado antenado, né, Wesley?!

Enfim, só para atualizar os leitores deste humilde folhetim eletrônico sobre Comunicação e Marketing, Realidade Aumentada (RA), de acordo com o site www.realidadeaumentada.com.br, “é definida usualmente como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico”. Ou seja, é a convergência entre os ambientes virtual e real, que ainda pode gerar a Virtualidade Aumentada (VA). O que diferencia um do outro é que na RA há a predominância de elementos do ambiente real e na VA, óbvio, do virtual.

O grande barato não é apenas o amálgama em si, mas a possibilidade de você poder alterar os elementos de acordo com a sua preferência. Com as próprias mãos! Um exemplo bem legal é o MY.IKEA, da Ikea (aquela loja de móveis do Clube da Luta). Com uma webcam e os prints das peças e dos móveis (ou de ícones que os represente) você consegue fazer uma simulação. Dá uma olhada no vídeo:

A Tok & Stok quis fazer algo parecido (eu disse PARECIDO) aqui no Brasil, mas se aproximou mais da VA, se levarmos em consideração os conceitos do site Realidade Aumentada. A empresa (ou aqueles que fizeram o projeto) chamou de ‘Planta Virtual Tok & Stok – Realidade Aumentada’. Apesar dos depoimentos no final do vídeo, achei meio fraquinho (além de equivocado), ainda mais depois de assistir ao do Ikea:

Quem é viciado em games já conhece o tema há mais tempo. No mês passado eu postei um texto sobre o Projeto Natal, da Microsoft. Eu achei que fosse a descoberta do século (ou melhor, do Psycho do Surra), mas depois de uns dias, um monte iconoclastas e viciados em games me disseram que já conheciam. Para o Play Station 3 (PS3) existe o muito louco Eye of Judgement e para o PSP, o Invizimals:

Pra quem quiser mais exemplos de Realidade Aumentada pode também dar uma olhada no Bannerblog, um site especializado em mídia web banner. O meu AAIG achou um link que leva a uma série de vídeos sobre o assunto.

Realidade Ampliada é um assunto bastante vasto, que já foi tema de post no Brainstorm 9 inclusive. Pra quem se interessou e quer aprender a fazer, tem até uma Biblioteca para Realidade Aumentada, com os softwares e dicas para desenvolvimento de RA. O negócio é bem elaborado e a Biblioteca tem tudo bem explicadinho.

Vai lá e boa sorte.

Julho 12, 2009

Pérolas de Sabedoria

Arquivado em: NOTÍCIAS POPULARES — Lelo Brito @ 4:56 pm
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O Duailib tem o Phrase Book dele.

Eu pretendo ter o meu também.

Não perca: http://darkadverside.worpress.com

Julho 8, 2009

Já que morreu…

É engraçado como falamos dos mortos. Veja por exemplo o caso do Michael Jackson.

O cara morreu afundado em um poço de notícias e fofocas maldosas sobre pedofilia, esquisitices, dívidas, vícios etc. Depois que morreu, todo mundo falou o quanto ele foi importante, bacana e sensível durante o seu showneral.

Andrew Gombert/Efe

Andrew Gombert/Efe

Pois é. Geralmente é assim: enquanto vivo, um fdp; morreu, com certeza vai pro céu.

Mas, ontem, ao dar a minha passada diária no Advertising Age, me deparei com um texto do Al Ries a respeito de Bill Bernbach. Para quem não conhece, ou não lembra, Bernbach, o ‘B’ da DDB, foi o idealizador do conceito de Dupla de Criação nas Agências de Publicidade, entre outras coisas. Enfim, até então, o que se ouvia e se lia sobre o Sr. B era sobre sua genialidade e suas contribuições para a Publicidade moderna. Até então.

Ries escreveu, mais especificamente, sobre o recém lançado Nobody’s Perfect (Ninguém é Perfeito), da jornalista Doris Willens. Nele, Doris, que trabalhou por 18 anos na DDB, tenta desmistificar (até satanizar) Bernbach. Num dos trechos, cabeludérrimo, ela conta que Bill tirou a idéia para uma de suas mais brilhantes campanhas (Avis) do cesto de lixo de Helmut Krone, um dos redatores da DDB na época, que havia escrito e desistido dela:

“From Helmut Krone’s wastepaper basket, Bernbach fished wads of crumpled papers and beamed upon spreading open a sheet with the words, “We’re only No. 2. So we try harder.”

Agora, por que soltar essa e mais um monte de outras barbaridades vinte e tantos anos depois da morte de Bernbach? Isso tá me cheirando a ressentimento de mulher desprezada…

Julho 7, 2009

O campeão dos centenários

No ano que vem, o maior time de futebol do mundo completará 100 anos.

Podem xingar, espinafrar e choramingar, mas o Esporte Clube Corinthians é o maior time de todos os tempos. Não é só pela história, mas por toda a mítica que envolve o seu nome.

Costumo fazer uma brincadeira com meus amigos dizendo que existem apenas duas torcidas aqui no Brasil: a do Corinthians e os que torcem contra. Não existe outro time no mundo que cause tanta comoção. Quando tem jogo do Timão, o Brasil inteiro para para torcer: os corintianos, claro, à favor e sãopaulinos, palmeirenses, santistas, flamenguistas, vascaínos, gremistas, colorados, pontepretanos, atleticanos, cruzeirenses, torcedores do Bandeirante de Birigui e toda a rapa contra.

É duro para todos os outros admitirem, mas o Corinthians é o time que mais desperta paixões em todo o mundo. Por isso, acho que tudo o que dizem contra o campeão da Libertadores da América 2010 é pura inveja. Uma vontade mórbida de ser Corinthians. Podem falar o que quiser, mas no fundo, no fundo, todo mundo gostaria que seu time fosse como o Corinthians, todo torcedor gostaria de ser tão fiel ao seu time como a torcida corintiana o é, todo jogador gostaria de ostentar a camisa alvi-negra e todo clube gostaria de ter tido a idéia de ter o Fenômeno no seu time.

E agora, pra matar o povo mais ainda de inveja, o clube lançará em dezembro deste ano o livro “Corinthians – 100 anos de paixão”. A publicação, idealizada pelo fotógrafo publicitário Marco Piovan (o do livro “Making Of”), faz parte dos preparativos para a comemoração do centenário do Timão e contará, em fotos e crônicas, a história do time mais amado do mundo.

Mas o mais legal do livro é a história da capa. Se clicar na figura abaixo, você será encaminhado ao site Corinthians 100 anos. Lá, você poderá escolher entre quatro modelos de capa, qual será a publicada. Todas elas foram desenvolvidas por publicitários convidados pelo Marco: Felipe Chacon (da Africa), Guilherme Sakosigue (da AlmapBBDO), Serginho Dimi (da Lobo São Paulo) e Marcelo Biscola (da Artnet Digital).

100 anos

Dê uma passada por lá. Não importa se é corintiano ou não, é um case que merece atenção. Um case campeão, claro.

Fonte: MM Online

Julho 6, 2009

Depois de 11 anos tomando…

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 11:29 pm
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Nova_Parmalat

A peça acima foi publicada em 2007, 11 anos depois da famosa e polêmica campanha dos Mamíferos da Parmalat. Quem é que não lembra daquelas crianças fofinhas e engraçadinhas, vestidas de mamíferos, brincando ao som de uma música bonitinha? Pois é. A campanha de 1996 foi criada pela DM9 (bem antes de ganhar o sobrenome e se tornar DM9DDB), sob a direção de criação de Ehr Ray (se não me engano) e co-criação do Nizan Guanaes. A campanha, que ganhou prêmios e aclamações, posteriormente foi alvo de acusações de plágio (as mesmas fantasias foram usadas anteriormente num calendário de uma ONG e foram compradas para o filme).

Mas, plágio ou não, a campanha foi um sucesso que gerou, com o perdão do trocadilho, diversos filhotes como brindes, pelúcias colecionáveis, uma sátira no Casseta e Planeta e, 11 anos depois, uma nova campanha, agora com as crianças já adolescentes, criada pela África (do mesmo Nizan Guanaes). A campanha dos mamíferos adolescentes estreiou no intervalo do Jornal Nacional, numa quinta-feira, ou seja, com uma senhora audiência.

Para quem não conhece ou não lembra, o comercial original e, na sequência, o dos mamíferos adolescentes. Um case de sucesso que merece ser estudado.

Em tempo: o site da campanha não está mais no ar. Pena…

Sacou? Hein, hein?

Arquivado em: Sem categoria — Lelo Brito @ 10:20 pm
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O Filipe publicou hoje no seu blog uma campanhada Via Uno muito bacana.

viauno

Esse é o tipo de campanha que me faz ter orgulho de ser publicitário. Há outras do tipo que inclusive foram premiadas. Abaixo, algumas de minhas favoritas.

CatchupParmalat

2059

1933_1998

3019

Fonte: Clube de Criação de São Paulo – www.ccsp.com.br/anuarios

Nome próprio

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 11:39 am
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Uma das coisas que eu mais pego no pé dos meus alunos na hora de criarem um nome para qualquer coisa que seja é a tal da pronúncia.

A primeira coisa que fazemos é escrevê-lo. Claro, toda criação de nome começa no papel, com aquela voz interna murmurando combinações de letras, sílabas e imagens. E é aí que mora o perigo… No papel, aquele nome parece bonito, sonoro e… Sonoro? Claro! Ainda não foi pronunciado pela voz do próprio criador (apenas pela vozinha na cabeça, lembram?). Será que os seus colegas terão a mesma facilidade em pronunciá-lo? Será que todos têm a mesma intimidade com o idioma do Barak Obama e entenderão o que estão tentando dizer? E, pra finalizar, por um acaso aquela palavra em outro país não teria uma conotação pejorativa ou negativa e que possa prejudicar sua aceitação?

Um dos exemplos que eu mais uso em sala de aula é o do Ford Pinto (veja a campanha americana abaixo).

1-ford-pintoPinto, lá nos EUA é o nome de uma raça de cavalo – mais especificamente aquele malhado, que aparece nos filmes de faroeste montado por índios – e foi um grande sucesso na década de 1970. Mas, e aqui no Brasil? Creio que frases como “Que tal dar uma voltinha no meu Pinto” ou “Fique aqui sentada no meu Pinto enquanto vou lá dentro comprar manteiga” não iriam pegar muito bem. Acho que foi por isso que a Ford decidiu lançar por aqui o Corcel

Outro exemplo é o Pajero, da Mitsubishi. Aqui no Brasil, o carro é objeto de desejo e um carro que empresta certa nobreza ao seu proprietário. Mas em determinados países da América Latina e na Espanha, pajero tem algumas conotações negativas. Na Colômbia, paja significa mentira. No Chile, além de masturbação (masculina) e do seu “produto”, pajero pode significar preguiçoso, pois há um mito que diz que a masturbação em excesso causa debilidade mental e cansaço (como é que não falaram em pelos nas mãos?).

Um novo exemplo da importância na escolha do nome de um produto, e que usarei em aula com mais frequência, é o Actimel, o novo produto da Danone. Basicamente, o Actimel é um leite fermentado, com lactobacilos, no melhor estilo Yakult (o verdadeiro e imbatível). O que pega, no nome pelo menos, é o sufixo ‘mel’.

Para o consumidor desavisado, o produto, no mínimo, é a base de mel, ou então, o produto tem mel em sua composição. Mas, há um aviso na embalagem, em fonte bold, dizendo “NÃO CONTÉM MEL”. Não contém mel? Então, por que ‘mel’? O “sobrenome” do produto é ‘L CASEI DEFENSIS’. O ‘L’, suponho, deve ser de lactobacilo. O ‘casei’ é a família do lactobacilo. Já o ‘defensis’, pelo que eu ouvi um nutricionista falando, é o nome comercial da bactéria e não defende nada. Concluindo: não passa de um Yakult metido a besta, com um nome que não condiz com o que ele faz (ou não faz).

Isso me lembra aqueles mesmos filmes de faroeste, em que os índios recebiam nomes de acordo com características que os pais desejavam que tivessem. Por isso, corríamos o risco de encontrar um índio magrelo, preguiçoso e que vivia doente, chamado Poderoso Urso que Mata Búfalos…

Julho 2, 2009

Agradecimento

Quero aproveitar este espaço para agradecer a todos os meus amigos sãopaulinos, palmeirenses e santistas pela torcida de ontem. Se não fosse por todos vocês, o Timão não teria chegado lá.

Aliás, na Libertadores, conto novamente com a vossa torcida.

VAI CURÍNTIA!!

Obrigado

Junho 30, 2009

A crise segundo a Coca Cola

Arquivado em: PUBLICIDADE — Lelo Brito @ 12:18 pm
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Com exceção da última semana, em que o assunto da vez tem sido a morte do Michael Jackson, o que mais se tem ouvido nas rodinhas de conversa é o assunto crise.

Desde o Presidente Lula (a “marolinha que não atravessará o Atlântico, lembra?) até o seu tio conversando com o seu pai, ninguém escapa de falar e ouvir pelo menos um pouquinho sobre a crise.

A publicidade também tem dado seus pitacos, através dos seus representantes, campanhas etc.

Mas até agora, a melhor mensagem que vi da nossa classe veio da boa e velha Coca Cola. Essa empresa centenária já passou por poucas e boas durante toda a sua vida. E, por incrível que pareça, não tem dado sinais (pelo menos aparentes) de que está se rendendo à crise atual.

Num misto de recado ao mundo e testemunho velado, a Coca Cola põe no ar (juro que tentei achar a Agência ou a Produtora e não achei… tsc) um vídeo que nos ensina que crise é algo que uma hora passa.

E a gente sobrevive, pode apostar.

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